terça-feira, 24 de agosto de 2010

Um Conto sem Fadas
Era uma vez, num reino distante, uma rainha. Esta rainha era bela, inteligente, interessante, mas apesar de todas essas e outras inúmeras qualidades, a rainha não tinha um rei. Não por falta de pretendentes à altura de sua posição de rainha. Mas nenhum deles mexia com ela, de verdade. Nenhum deles lhe despertava sentimento algum.
Numa noite de lua nova, chegou ao reinado uma trupe de saltimbancos, prometendo trazer ao povo e ao reinado, noites de diversão e interminável magia. Nesta caravana havia um belo homem mascarado. Ele era conhecido como Cigano. Este Cigano tinha os cabelos negros reluzentes, olhar intenso e de alguma fora, aquele simples Cigano lhe despertava tantas sensações desconhecidas que ela esqueceu-se de sua posição de rainha e entregou-se a sedução declarada do estranho cigano.
Ela o arrastou ao seu castelo e lá, por dias e noites seguidas, eles desfrutaram emoções, toques e sabores que ela jamais experimentara. Aproveitaram prazeres inexplicáveis. Era notório o entendimento dos dois. Para ela, a Rainha, ele, aquele belo e estranho Cigano, não era um estranho e sim, um Rei. Queria transformá-lo em dono absoluto de tudo aquilo que ela possuía e de muito mais do que seu corpo, mas dono de sua alma.
Todas as vezes que ela propunha a ele o lugar de destaque ao seu lado, ele apenas ria.
E o tempo foi passando. Tão rápido, mágico...
Até que um dia, a lua tornou-se minguante e a Caravana partiria.
Naquele dia, como se previsse o inicio do fim, ela acordara com um aperto no peito, a boca seca. Recebeu dele o mais intenso beijo e o mais profundo abraço. E depois o viu fazendo as malas. Não podia acreditar que ele iria abandonar tudo aquilo que ela oferecia para voltar à estrada. Pediu que ele ficasse. Implorou, chorou.
Mas o Cigano, alma livre, apenas lhe disse que jamais a esqueceria, que ela fora realmente à única rainha da sua vida, mas que ele era preso a outras histórias, a outras vidas e não poderia tornar-se seu rei. Reuniu suas coisas, beijou-lhe os lábios molhados e partiu. Sem olhar para trás. Assim como chegou, se foi, carregando em uma das carroças, mais do que trouxera. Pois a Rainha lhe dera seu bem mais precioso. O seu coração.
E eles viveram para sempre. Fim...
*Baseado em fatos reais.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras...
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas ... Palavras pequenas... Palavras, momentos...
Palavras, palavras... Palavras, palavras... Palavras ao vento
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Foi lendo um post da minha boneca, que decidi escrever isso. Minha personalidade raramente me permite falar sobre esse assunto. Talvez porque meu cérebro entenda que, se você não pensa, você sofre menos.
Enfim, vou falar do homem da minha vida.
Todas as minhas melhores, e piores lembranças, da infância tranquila, da adolescência introspectiva, a fase adulta responsável e madura. Em todos os momentos que eu lembre, ele esteve presente.
Me comprava gibis, mesmo quando eu não sabia ler, porque ele também era fã de quadrinhos. Me acordava, todas as manhãs, pra me levar pra escola e respeitava sempre o fato de que eu fico mal humorada se falar logo que acordo. Parava o carro no portão do colégio e esperava o beijo, mesmo que algumas vezes um tanto sonolento, antes de ir pro trabalho. Era ele que aliviava a minha "barra" quando a minha mãe queria pegar pesado, pra eu não ficar mimadinha como filha única.
Lembro que, a única vez que me bateu, foi o que minha vó chama de "tapinha de levantar pó", que doeu mais nele do que em mim, mas eu chorei tanto, tão sentida pelo tapa, que ele chorou junto e pediu desculpas.
Me ensinava matemática. Me colocava de castigo quando eu não me saia bem. Sem ver a novela, mas desenho tava liberado, porque ele também via, né? Deitava na minha cama e dizia: “Sabia que te amo?”.
Me buscava nas festinhas, mesmo que precisasse ficar esperando horas na rua, no frio, dentro do carro dormindo.
Me ensinou algumas malandragens da vida e brincava dizendo que era a herança que ia me deixar um dia.
Bom, um dia... Ele realmente me deixou.
E eu sei que a gente brigava, a gente ria, a gente discutia... Fosse por política, religião, futebol (ele colorado, eu gremista)... Mas havia tanto amor, tanto carinho, tanta compreensão. Ele me entendia com um olhar. E eu sempre sabia quando tava tudo bem.
Lembro da mulher dizendo “Infelizmente, ele não resistiu”. Posso lembrar então perfeitamente minha ida ao cartório registrar o óbito, depois ir na funerária, tentar comer algo... A despedida. A primeira noite sem esperar você chegar em casa. Sem ouvir você chegar assoviando. Sem o beijo e o abraço. " Ele não resistiu!"
E eu, pai? Eu tive que aprender a resistir e seguir sem você. Mas porra, às vezes bate uma saudade... Porque o melhor pai do mundo, não se compara ao meu pai! Ele era muito mais. Era o homem da minha vida...
Pra você, pai. A primeira música que eu cantei, lembra? Você que me ensinou. E ria quando eu cantava, com um aninho, Todo orgulhoso. Então... Pra você...
"O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai ... O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai.
Você Vale Ouro, todo O Meu Tesouro, Tão Charmosa Da Cabeça Aos Pés... Vou Lhe Amando, Lhe Adorando... Digo Mais Uma Vez... Agradeço A Deus Por Que Lhe Fez... O Coisinha Tão Bonitinha Do Pai.“.
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
" Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima.
Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz.
Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada.
Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem..."
Céls... eu penso por que ela tem que ser tão perfeita? Por que tem que escrever coisas tão incríveis? Por que ela tem que descrever tão bem e de forma tão fácil, as coisas que se passam dentro de todas nós.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Sente isso:
Sou feita de choros sem ter razão, pessoas no coração, atos por impulsão.
Sinto falta de lugares que não conheci, experiências que não vivi, momentos que já esqueci.
Eu sou Amor e Carinho constante, distraída até o bastante, não paro por instante.
Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas, cumpri coisas não-prometidas.
Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar, pensei em fugir, para não enfrentar, sorri para não chorar.
Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei, coisas que eu falei.Tenho saudade de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo... Mas continuo vivendo e aprendendo."
Eu!
Preciso Dizer Que Eu Te Amo
CazuzaQuando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto
domingo, 13 de junho de 2010
Música para o "Dia dos Namorados"
Antes das Seis
Renato Russo
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Daqui vejo seu descanso
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto
Dos dois quem acorda primeiro
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você
Quem inventou o amor?
O nosso primeiro Dia dos Namorados.
rs
Bom, estamos juntos, realmente juntos, desde a semana passada.
As sensações são muitas.
Alegria, felicidade, preocupação...
Ele simplesmente fez as malas e veio. Louco? Talvez...
Durante os dois anos e muitos meses que nos conhecemos, eu sempre disse que amava muito mais. Que meu amor era infinitamente maior. Comprovadamente maior.
Bom...
Um dia, aquele outro ser, o ser amado, diz... " Vou largar tudo que tenho e ir ficar com você!"
Pensei: " Caralho! Será?"
Dia 02/06/2010 eu busquei o meu príncipe no aeroporto. Com uma mala, uma mochila e um XBox nos braços. E um sorriso de menino no rosto.
Dizendo o quanto me ama. Que não vive sem mim...
Dai hoje, eu penso:
Será que eu seria capaz de largar o conforto do meu lar, meu trabalho, minha familia, meus amigos.... enfim, tudo que tenho, pra arriscar viver com alguém que eu nem sei se daria certo???
Humm...
Ontem foi nosso primeiro dia dos Namorados.
Almoçamos juntos, passeamos na beira do rio... Comemos picolé de chocolate. Trocamos beijos e juras de amor eterno....
Clichê?
É... Pode ser. Mas aqueles que já experimentaram algo assim, vão concordar comigo:
Nada substitiu o fato de passar o dia com quem se ama.
E para todos os outros: Feliz dia dos namorados....
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Depois então me deu uma preguiça
meus mitos estavam todos superados
não gosto da ingenuidade das pessoas
e o comodismo delas me exaspera
tenho vinte e tantos anos e nenhum ídolo
mas procuro ainda entre as mesas da cidade
um olhar um pouco mais feroz, alguém
um indício de um paralelo clandestino
um universo duvidoso, que não se possa supor.
Talvez entre os que tramam, os que conspiram
entre as pessoas mais secretas do planeta
luzes íntimas, sótãos, desvios
talvez os sussurram para os livros
os que fabricam substâncias, os que se permitem
talvez os que ambíguos ameaçam
entre os mais loucos, os obsessivos, os fascinados por alguma coisa.
Acredito nisso: no fascínio
na doentia obstinação
na paixão mais absurda
que nos torna transparentes para nós mesmos
para os outros eternamente impenetráveis.
Bruna Lombardi
terça-feira, 27 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Como meu humor.
To doente, sem grana, sem nada pra fazer. Cúmulo do tédio. Não é por isso que vim escrever aqui. Escrever é apenas uma forma de exteriorizar essa mescla des sentimentos conflitantes que eu tenho.
Porque nem sempre eu digo tudo que penso ou eu penso em tudo que digo, mas de qualquer forma, eu sempre sinto tudo de todas as formas possíveis.
Isso é também um pouco de saudade.... Ahhh André, volta logo antes que eu verdadeiramente enlouqueça! Só você sabe o jeito exato de me acalmar!
Boa terça cinzenta para todos!
Mesmo se o dia estiver azul.


